Em meio aos escombros e à poeira nas áreas devastadas pelo violento terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a região oeste da Colômbia na segunda-feira, manifesta-se a proximidade do Papa Leão XIV, que se concretiza não apenas pela oração e por palavras - como o telegrama enviado na terça-feira ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Corre, ou a mensagem de solidariedade na Audiência Geral desta quarta-feira - mas também com uma alocação inicial e urgente de recursos enviados por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade - Esmolaria Apostólica -, para as dioceses afetadas pelo terremoto, graças ao contato constante do prefeito, o arcebispo Luis Marín de San Martín, com a Nunciatura e a Conferência Episcopal local.
Primeiro auxílio emergencial
Assim como ocorreu com a Venezuela, também atingida por um forte terremoto em junho, o Pontífice enviou um auxílio financeiro inicial à Colômbia, como sinal concreto de sua proximidade neste momento de emergência. Essa quantia de € 100.000 é destinada diretamente à Secretaria Nacional de Pastoral Social - Cáritas Colombiana da Conferência Episcopal, que atua como ponto central de coordenação para a arrecadação e distribuição do auxílio, de modo a prestar assistência solidária às dioceses afetadas. O valor foi acordado com os beneficiários e é uma doação inicial para atender às emergências mais urgentes. Outros auxílios concretos serão enviados conforme as necessidades forem identificadas e prontamente comunicadas ao Dicastério.
A atenção constante da Esmolaria
De fato, desde as primeiras horas, é constante o contato entre o Esmoler, o arcebispo Marín de San Martín, e o presidente do Episcopado Colombiano, dom Francisco Javier Múnera Correa, arcebispo de Cartagena, que o informou sobre o que está acontecendo nas áreas afetadas, e com a Nunciatura, por meio de seu secretário, monsenhor In Je Hwang.
Um relatório também está sendo preparado para delinear as necessidades urgentes do Dicastério para o Serviço da Caridade, o que confirma seu papel como o “braço” do Papa estendido onde houver necessidade. “É a Igreja como família de Deus”, afirma o prefeito, “uma Igreja atenta ao sofrimento e às necessidades, que responde com fraternidade e eficácia.”
Salvatore Cernuzio - Cidade do Vaticano